No meu tempo de estudante ficávamos muito satisfeitos quando não tinhamos aulas. Não devia ser um exclusivo da minha geração, porque, já mais velho, bem via a satisfação dos miúdos a gritarem pelas ruas «Não há escola».
Vem isto a propósito de 450 alunos da Escola Básica 2/3 Grão Vasco, em Viseu, estarem a viver bons momentos por não terem professor a várias disciplinas, o que lhes deve dar uma grande satisfação.
Mas porque vivemos num país onde ninguém fica satisfeito quando vê o outro feliz, logo apareceram os pais e encarregados de educação de alunos a lamentaram que, quase um mês depois do início das aulas estas ainda não tenham iniciado a algumas disciplinas.
Dizem os pais que esta situação é "gravemente lesiva" do direito à educação, coloca também em causa a segurança dos alunos, uma vez que "a escola não tem capacidade humana para os vigiar quando ficam sem aulas" e exigem ao Ministério da Educação que coloque os professores em falta "com a máxima brevidade", para que as aulas possam decorrer normalmente.
O Sindicato dos Professores da Região Centro diz que esta situação se repete noutras escolas e acusa o Ministério da Educação de ser politica e tecnicamente incapaz de fazer os concursos devidamente.